segunda-feira, 12 de maio de 2014

" 1ª Feira de Artes e Colecionismo", galeria Raúl Solnado na Casa do Artista

Com o objetivo de dar maior ocupação e visibilidade à galeria Raúl Solnado situada na Casa do Artista, a Direção da Apoiarte decidiu promover uma exposição / venda de artigos de antiguidade intitulada


Conciliar o objecto estimativo com o lado afetivo das Artes é o ponto de partida desta 1a Feira das Artes e Colecionismo que a Apoiarte tem  prazer de promover, em parceria com um grupo de comerciantes com experiência reconhecida.
Neste certame o visitante para além de poder apreciar, vender ou trocar os objectos com memória é surpreendido por momentos de representações artísticas que saltam da poesia para o Fado, da dança para a mímica ou da música clássica para o Jazz, num desfile assegurado por artistas de várias gerações que contribuirão para oferecer um leque variado de estéticas per-formativas.
Esta iniciativa está integrada no programa da celebração do 15o. Aniversário da Casa do Artista e visa contribuir para uma maior abertura da Instituição à comunidade, convidando para a festa todos os que consideram a Arte e apreciam o Coleccionismo.

Decorrerá na prestigiada Galeria Raul Solnado, nos dias: 16, 17, 18 e 19 de Maio


E como dizia o Grande Raul Solnado: “Façam o favor de ser felizes”


domingo, 11 de maio de 2014

13ª edição da “Grande Gala do Fado” em homenagem a Carlos Zel, a 14 de Maio



Em homenagem a Carlos Zel, o Salão Preto e Prata do Casino Estoril acolhe a 13ª edição da “Grande Gala do Fado”, já no próximo dia 14 de Maio. 


Aguardado com a habitual expectativa, este espectáculo ímpar reúne, numa só noite, alguns dos mais prestigiados nomes da canção nacional.

Na tradicional Gala dedicada ao fado, Ana Moura, Cuca Roseta, Mafalda Arnauth, Pedro Moutinho, Raquel Tavares, Ricardo Ribeiro e D. Vicente da Câmara sobem ao palco do Salão Preto e Prata, acompanhados por Ângelo Freire, na guitarra portuguesa, por Pedro Marreiros, na viola de fado, e por André Moreira, na viola baixo, assegurando um espectáculo repleto de composições bem conhecidas do público.

O Salão Preto e Prata acolhe um notável elenco de fadistas, que combina diferentes formas de exprimir a canção nacional. São intérpretes com estilos muito próprios que têm dado contributos relevantes para a recuperação do Fado como uma lídima expressão do sentimento português.

Num ambiente intimista, a “Grande Gala do Fado” presta, assim, uma justa homenagem a Carlos Zel, dando continuidade a uma tradição que teve as suas origens no ciclo das “Quartas de Fado” no Casino Estoril, evento que o artista, prematuramente desaparecido, promoveu e organizou durante dois anos.

sábado, 10 de maio de 2014

Hamburgueria Gourmet – Café do Rio e o Casino Lisboa lançam hambúrguer açoriano



Fundada em 2008, pelo casal Rui Domingos e Andréa Zamorano, a Hamburgueria Gourmet – Café do Rio ficou célebre por ter inaugurado o conceito de restaurante especializado em hambúrgueres inovadores e arrojados, em Portugal. 

Desde aí que serve hambúrgueres duplos feitos com carne biológica, no prato com arroz thai e as suas batatas campestres – fritas com casca em azeite de oliva.

 
Em 2013 a Hamburgueria Gourmet – Café do Rio abriu o seu segundo restaurante no Casino Lisboa, no Parque das Nações e no mesmo ano foi, também, a única hamburgueria do país a receber o certificado de excelência do Trip Advisor.


Mas, agora temos uma novidade. Lançaram na passada Quinta-Feira, dia 08 de Maio, uma nova carta, onde ressalta a homenagem ao poeta açoriano Vitorino Nemésio. Feito com a melhor carne dos Açores, Nemésio é um hambúrguer generoso, servido com molho cremoso de queijo da Ilha, uma rodela de ananás caramelizado e abundante bacon crocante.




sexta-feira, 9 de maio de 2014

OS AÇORES NA HISTÓRIA DA AVIAÇÃO







A importância do porto da Horta na história da aviação

Pela sua situação geográfica, em pleno Oceano Atlântico, à mesma latitude dos continentes europeu e americano, o arquipélago dos Açores desempenhou um papel importante na história das comunicações aéreas entre o velho e o novo continente. Em especial o porto da cidade da Horta na ilha do Faial, porto este que conheceu um período de prosperidade entre 1804 e 1896, nomeadamente com a exportação de laranjas e vinho verdelho produzido na ilha do Pico, assim como porto de reabastecimento de mantimentos dos barcos baleeiros norte americanos e reabastecimento de carvão aos navios a vapor. No final desse período com a construção do porto comercial em 1876, e a instalação mais tarde das companhias dos cabos telegráficos submarinos em 1893.

                                     Porto da horta na ilha do Faial nos inícios dos ano 40


                                              
                                                                                               Baleeiros norte americanos no porto da Horta em meados de 1900
                                                                                                              

Como marcos importantes das travessias transoceânicas por este porto passadas, destacam-se quatro acontecimentos que foram também os mais representativos, do ponto de vista aeronáutico, para a história do arquipélago.
Assim, em 17 de Maio de 1919, completando a primeira etapa do primeiro voo transoceânico entre a América e a Europa, chegou ao porto da cidade da Horta o hidroavião NC 4 Curtiss Flier, designado de "Liberty", hidroavião este da marinha americana pilotado pelo comandante Albert Cushing Read. Este voo histórico teve início no dia 8 do mesmo mês e foi o precursor de uma época de proezas aéreas, que tiveram lugar nas duas décadas seguintes, e às quais o nome do arquipélago ficou intimamente ligado. Ainda nesse mesmo ano de 1919 um outro hidroavião que viajava entre a Inglaterra e os Estados Unidos da América, fez escala na baía da Horta, a partir de então passaram a suceder-se as travessias oceânicas e a utilizarem as ilhas dos Açores como escala, nomeadamente com amaragens na baía do porto da Horta no Faial.


                                                                                         Hidroavião NC 4 Curtss Flier


  
                                                                                       Comandante Albet Cushing Read

Após um interregno de dez anos, período durante o qual a história da aviação ficou marcada pelas travessias oceânicas sem escala, os Açores e particularmente o porto da cidade da Horta, voltaram a ser um ponto de confluência dos voos transatlânticos. Em 21 de Maio de 1932, uma das máquinas mais célebres em toda a história da aviação, o Dornier DO X, que nessa época era o maior hidroavião do mundo, fez escala no porto desta cidade, antes de seguir para Vigo na Espanha. Com os seus 40 metros de comprimento, 48 de largura, pesava cerca de 30 toneladas e com a capacidade de alojamento para 70 passageiros, o DO X, que podia atingir uma velocidade de 210 km/h, tendo saído de Holyrood (Terra Nova) no dia 21, amarou junto a costa na freguesia da Ribeirinha e seguiu depois para o porto da Horta.

                                                                                            Hidroavião Dornier DO X
 

Mas um dos feitos mais importantes dessa época de pioneirismo da aviação também esta ligado ao arquipélago dos Açores. Trata-se do famoso raide aéreo da esquadrilha do Marechal italiano Ítalo Balbo, comandante de um voo coletivo de 24 hidroaviões Savoia Marchetti S 55X que efetuou uma dupla travessia do Atlântico, o que constituiu uma proeza inaudita naquela época. A primeira etapa do raide foi a ligação Ortobello (Itália) a Chicago. De regresso à Europa, a  esquadrilha visitou a Horta e Ponta Delgada, onde tiveram uma receção apoteótica, antes de rumarem a Lisboa.
                    
                                                                                     Hidroavião Savoia Marchetti S 55X
                                    
                                                                     Esquadrilha de hidroaviões do Marechal Ítalo Balbo

                                                                                                
                                                                Marechal Ítalo Balbo

Com a visita das esquadrilhas de Balbo concluiu-se, para o Arquipélago dos Açores, o período dos raides transoceânicos, iniciando-se a época dos voos com vista ao desenvolvimento das carreiras aéreas comerciais. Assim, no intuito de estudar a viabilidade de futuras carreiras regulares transatlânticas amarou em 21 de Novembro de 1933 no porto da cidade da Horta a serviço da companhia Pan American World Airways (PAN AM), o herói nacional americano e já Coronel Charles Lindbergh, acompanhado da sua esposa, Anne Morrow, pilotando um monoplano Lockheed Sirius designado de "Tingmissartog", termo que no dialeto da Gronelândia, ilha onde o piloto fizera escala nesse voo à volta do Atlântico Norte, significa "o que voa como um grande pássaro".

                                                                         Coronel Charles Lindbergh e esposa Anne Morrow
As negociações com o governo português continuaram, quando a PAN AM na primavera de 1937 cria a divisão do Atlântico, tendo em vista a linha aérea que ia ser operada pelos hidroaviões Boeing B-314 ainda em construção. A partir de 1937 a PAN AM é autorizada a efetuar o voo de ensaio Nova York – Bermudas - Faial (Açores)- Lisboa - Marselha – Southampton . Concluídas as negociações com Portugal, a PAN AM inicia a construção de infraestruturas e ao abrigo desse acordo constrói no porto da Horta instalações aeroportuárias, de telecomunicações terra/avião equipadas com rádio goniómetro. Em Lisboa/Cabo Ruivo são instalados equipamentos e infraestruturas idênticas. É o inicio dourado da era dos hidroaviões Boeing B-314 Clipper que a partir de 21 de Março de 1939, dão início as carreiras regulares entre a América do norte e a Europa, isto até o ano de 1945. De destacar que o acidente mais grave com vitimas mortais envolvendo este tipo de aparelho, aconteceu a 22 de Fevereiro de 1943 quando o hidroavião Boeing B-314 designado de "Yankee Clipper" com a matricula NC 18603, curiosamente o primeiro a inaugurar as carreiras entre os dois continentes, proveniente de Washington, com escala em Nova Iorque e Horta, ao amarar em Lisboa nas aguas do Tejo, sofreu um acidente, vitimando 24 pessoas entre passageiros e tripulantes. Nesse período, diversas companhias aéreas como a Deutsche Lufthansa que já tinha efetuado experiências anteriores, passaram a utilizar as águas das ilhas, nomeadamente o canal entre as ilhas do Pico e do Faial, como ponto de apoio para as suas rotas entre a Europa América do norte.
   
                                                         
                                                       Hidroavião Boeing B-314 NC 18603 no porto da Horta no inicio dos anos 40
  
                                                      Hidroavião Boeing B-314 levantando voo


    
               Hidroaviões Boeing B-314 amarados no porto da Horta nos anos 40 
      
       Passageiros saindo do hidroavião da PAN AM na doca de Cabo Ruivo, Lisboa 
        
  
                                                             Cartaz da PAN AM alusivo às ligações entre Portugal e Espanha
                                                                                                                                                                                                                                                               
A partir do final da II Guerra Mundial e com o fim dos hidroaviões, o porto da Horta passa somente a manter as atividades de entreposto comercial como antes e as escalas marítimas de reabastecimento, já na década de 60 iniciou-se o afluxo de iates e veleiros nas travessias entre o continente americano e a Europa. No interior do porto comercial, em 3 de Junho de 1986, é inaugurada a Marina do porto da Horta, o primeiro porto de recreio a ser inaugurado nos Açores. Em resultado disso, serão ampliadas as infraestruturas de uma nova gare marítima e ampliado o edifício do Clube Naval da Horta ai instalado, sendo inaugurado o novo terminal marítimo de passageiros em 29 de Julho de 2012.


                                     Vista geral do porto da Horta na ilha do Faial na atualidade


                                  
                                                                                  Vista aérea do porto da Horta com a nova marina de barcos de recreio



                                    Terminal marítimo de passageiros no porto da Horta


Texto:
Paulo J. A. Nogueira



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Exposição “Cascais…Mil Olhares’’, no casino do Estoril


O Casino Estoril inaugura, na próxima Sexta-Feira, dia 9 de Maio, às 17 horas, a exposição de fotografia ‘’Cascais…Mil Olhares’’. Trata-se de uma original mostra colectiva que estará em destaque, até 19 de Maio, no átrio principal. A entrada é livre.


Os visitantes do Casino Estoril poderão, assim, observar uma exposição heterogénea, que engloba um total de 64 imagens da região de Cascais. Esta mostra é da autoria grupo de fotografia “Cascais...Uma Vila…Mil Olhares”.

“A exposição presta uma homenagem à região de Cascais, reunindo um elenco muito diversificado de fotografias. O público poderá observar um conjunto de imagens de rara beleza paisagística. Estarão, também, em evidência uma série de fotografias das Vilas de Cascais e de Sintra, nomeadamente, alguns dos seus mais emblemáticos monumentos”, explica Carla Barata, Administradora do grupo de fotografia “Cascais...Uma Vila…Mil Olhares”.

“O facto de gostar muito de fotografia e de defender uma maior divulgação da singular beleza da região de Cascais, levou-me a tomar a iniciativa de inaugurar, em 2013, o grupo de fotografia “Cascais...Uma Vila…Mil Olhares”. Actualmente, somos mais de 1500 membros o que demostra o êxito deste projecto”, sublinha Carla Barata.