segunda-feira, 28 de abril de 2014

Giovanni Bellucci no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém


Depois do sucesso do 1º concerto em Janeiro, Giovanni Bellucci, considerado um dos pianistas mais influentes do nosso tempo, toca neste recital as versões para piano escritas por Liszt da 6ª e 8ª Sinfonias de Beethoven.

Estreada a 22 de Dezembro de 1808, em Viena, no Theater an der Wien, a Sexta Sinfonia, então pensada para ser a Quinta, anuncia um “programa” no seu título, Sinfonia Pastoral ou Recordação da Vida no Campo, fazendo-se acompanhar de uma breve explicação: «mais uma expressão do sentimento do que pintura».

A Sinfonia nº 8  foi escrita durante uma estada na cidade termal de Teplitz, na Boémia. O carácter geral de sorridente descontracção desta sinfonia talvez se deva à influência da cantora berlinense Amalie Sebald, mulher espirituosa e alegre, cujo encanto cativara Beethoven. O acolhimento da Oitava Sinfonia foi mitigado: durante muito tempo foi considerada a “pequena sinfonia” de Beethoven, por oposição à ampla Sétima


As dastas dos recitais são as seguintes:


04 MAIO > DIAS DA MÚSICA EM BELÉM
Ludwig van Beethoven: Sinfonia n.º 2 em Ré maior, op. 36 (transcrição de Franz Liszt)
Sinfonia n.º 7 em Lá maior, op. 92 (transcrição de Franz Liszt)

12 OUTUBRO
Ludwig van Beethoven: Sinfonia n.º 3 em Mi bemol maior, op. 55, Heróica (transcrição de Franz Liszt)
Sinfonia n.º 4 em Fá maior, op. 60 (transcrição de Franz Liszt)

21 DEZEMBRO
Ludwig van Beethoven: Sinfonia n.º 9 em Ré menor, op. 125, Coral (transcrição de Franz Liszt)


A NÃO PERDER

sábado, 26 de abril de 2014

"Lisboa Amor Perfeito" no Teatro Maria Vitória... ÚLTIMAS REPRESENTAÇÕES


Chega, já, este domingo ao fim o Grande êxito, no Parque Mayer, da revista "Lisboa Amor Perfeito" no Teatro Maria Vitória.

Foram cerca de 200 representações em 6 meses numa arrojada produção de Helder Freire Costa, que se encontra mais uma vez de parabéns pelo sucesso.

Portanto... ainda vai a tempo durante o dia de hoje e amanhã e, ainda ajudando este tempo fresquinho e chuvoso , nada mais aconchegante que ir ao Teatro e desfrutar de um excelente espectáculo.






quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Revolução dos Cravos

 


Onde é que você estava no 25 de Abril de 1974?

As respostas podem ser varias, muitos dos leitores ainda não teriam nascido, mas naquela manhã do dia 25 de Abril de 1974 muitos levantaram-se e dirigiram-se para os seus empregos como habitualmente o faziam, outros para as escolas ou universidades, outros ficaram em casa etc, etc,  como se se trata-se de um dia qualquer, no entanto tudo iria mudar e não seria mais um dia como outro qualquer…
Foi a 40 anos.
Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 após ter sido ouvido  na Rádio Renascença o tema de José Afonso, “Grândola, Vila Morena” e logo após a anunciar no Rádio Clube Português:
 “Aqui posto de comando do Movimento das Forças Armadas…” muita gente sabia ou tinha  percebido que algo de diferente  estaria  para  acontecer  e nesse mesmo dia  foram para as ruas comemorar com cravos encarnados, cravos estes que segundo a lenda, uma mulher, Celeste Caeiro, terá oferecido aos militares nas ruas de Lisboa e que passariam a simbolizar esse dia da liberdade.
Mas este golpe de estado andava a ser pensado e organizado desde a algum tempo e no dia 24 de Abril de 1974, um grupo de militares comandados por Otelo Saraiva de Carvalho instala secretamente o posto de comando do movimento golpista no quartel da Pontinha, em Lisboa, denominado Movimento das Forças Armadas, MFA. Por volta das 22h 55min. é transmitida pelos Emissores Associados de Lisboa, a canção de Paulo do Carvalho vencedora desse ano  do Festival RTP da Canção, “E depois do Adeus” como um primeiro sinal combinado pelos golpistas, para  a tomada da primeira posição do golpe de estado. O segundo sinal é dado às 0h 20min. quando é a Rádio Renascença transmite a canção “Grândola, Vila Morena”  de José Afonso, que confirma o golpe  e marca o início das operações. As 4h 26 min. é lido o primeiro comunicado do MFA, pela voz de Joaquim furtado aos microfones  do Rádio Clube Português, seguido do hino nacional e várias marchas militares entre elas a marcha “ A life on the Ocean Waves”  de Henry Russel e adotada como o hino do MFA.
O golpe militar do dia 25 de Abril tem a colaboração de vários regimentos militares que desenvolvem uma ação concentrada em diversas cidades tomando várias instituições do estado por todo o norte do pais como o Quartel General da Região Militar Norte no Porto, o aeroporto de Pedras Rubras e as instalações da RTP Porto.
À Escola Prática de Cavalaria que parte de Santarém, cabe um dos papeis mais importantes, a ocupação do Terreiro do Paço em Lisboa com carros blindados, estas forças serão comandadas pelo então Capitão Salgueiro Maia as primeiras horas da manhã e ocupam os ministérios ali instalados, seguindo mais tarde com as suas forças para o quartel do Carmo onde se encontra o chefe do governo Marcelo Caetano, que ao final do dia se rende, exigindo que o poder seja entregue ao General António de Spínola, que não fazia parte do MFA, para que “o poder não caísse na rua”, segundo este afirmou. Marcelo Caetano parte para a Madeira e depois ruma ao exílio no Brasil.
Ao longo deste dia os revoltosos foram tomando outros objetivos militares e civis, o aeroporto de Lisboa, estações de rádio e a RTP, tendo havido algumas situações tensas entre as forças fieis ao antigo regime e as tropas golpistas, mas sem confrontos armados nas ruas da capital. No entanto e no rescaldo dos confrontos deste dia, morrem quatro pessoas, quando elementos da polícia politica disparam sobre manifestantes à porta das suas instalações na Rua António Maria Cardoso em Lisboa, considerando-se portanto o dia 25 de Abril de 1974, ter sido um  golpe relativamente pacifico.
Uma ditadura que já batera recordes de longevidade é derrubada em menos de 24 horas assim como as suas instituições de repressão e a guerra colonial que se arrastava a quase mais de uma década como uma causa perdida. Este dia da liberdade ficará para sempre na história como o dia em que Portugal deu os seus primeiros passos em direção à democracia.
Que os objetivos e direitos conseguidos nesse dia de Abril nunca se percam.

Queremos comemorar estes 40 anos do 25 de Abril de 1974 e de todos quantos nele estiveram envolvidos, militares e civis, através de algumas imagens e vídeo memória desse dia que foi diferente…
                    

                          
                                                                  Tropas rendidas por Salgueiro Maia junto a Praça do Comércio
                                                                                                                                                                                                                                                          



    
  Carro blindado “chaimite” na Praça do Comércio no dia 25 de Abril de 1974




    
                                                                                                     Capitão Salgueiro Maia
                     

       
                         
                                                  Capitão Salgueiro Maia com tropas frente a entrada do quartel do Carmo em Lisboa    
       
  

                            
                                                         Brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho durante o comando das operações na rua

                                               
                                           
                               
  
Militares com cravos encarnados
                                                                                                                                                     

                                   
   
                                                                                      Criança ostentando cartaz do MFA



Ilustração alusiva ao dia 25 de Abril de 1974 da resvista Gaiola Aberta

                                                       

                                                                               Jornal A Capital do dia 25 de Abril de 1974                      

                                      

 Cartaz alusivo ao 25 de Abril de 1974



Texto e vídeo:
Paulo J. A. Nogueira
                                                                                                                                                                                                          
                                                                                                                                                                                                    
                                                                                                                                                                                                   








"O INSPECTOR GERAL" de Nikolai Gogol Encenação e Adaptação de Frederico Corado



Após sessões cheias de público que aplaudiu de pé, todos os dias, no Centro Cultural do Cartaxo, "O Inspector Geral", a Área de Serviço vai efectuar uma sessão extra do espectáculo, por sugestão do Presidente da Câmara do Cartaxo, Dr. Pedro Ribeiro, no dia 25 de Abril, às 16.00 horas, inserido nas comemorações dos 40 anos do 25 de Abril e também como comemoração do segundo aniversário da Área de Serviço, associação cultural que foi criada precisamente no dia 25 de Abril de 2012, na última sessão do primeiro espectáculo que esta companhia levou à cena neste espaço, "Um Marido Ideal".

“O Inspector Geral”, de Nikolai Gogol, é aqui transposto da Rússia do século XIX para os nossos dias numa pequena cidade perdida algures em Portugal. A visita anunciada de um Inspector faz desencadear um processo em que a corrupção, a fraude, o medo e a intriga são a matéria com que se constrói uma das mais corrosivas e hilariantes comédias mundiais. Festas populares, troika, praxes, corrupção, enganos, patos e galgos, tudo à mistura! O que o torna tão ideal para celebrar os 40 anos da revolução de Abril!
A actualidade do humor de Gogol faz desta peça um clássico da sátira universal.

“O Inspector Geral, escrita em 1836 por Nikolai Gogol, é sobre política - mas não só. Destila crítica a políticos e administradores de maneira geral, a subornadores e subornados, ao serviço público e à hipocrisia das instituições. Não faltam espirros ácidos à credulidade simplória e à hipocrisia insensível dos homens, mas, sobretudo dá-nos a consciência moral do ser humano, mais especificamente do tribunal interno da consciência humana.”


Musical “Lord of the Voices” Especial 40º Aniversário do 25 de Abril

O artista Fernando Pereira celebra o 40º Aniversário do 25 de Abril no Casino Estoril, com o seu melhor público e um espetáculo “Lord of the Voices” especial.
Nas noites de 25 e 26 de Abril, o Salão Preto e Prata vai ser a tela de um excelente documentário, “25 minutos de uma Revolução”, produzido pelo canal História e que conta de forma muito original aquilo que realmente aconteceu nesse dia memorável, com entrevistas exclusivas a várias grandes figuras, que foram protagonistas da chamada Revolução dos Cravos, entre os quais o próprio artista Fernando Pereira que, na altura com apenas 15 anos de idade, foi ferido, preso e interrogado pela PIDE em pleno movimento dos capitães, numa experiência vivida absolutamente extraordinária.
Após este magnífico documentário, que tem início às 22 horas, o espetáculo Lord of the Voices sobe então ao palco e conta com algumas surpresas, preparadas especialmente pelo artista Fernando Pereira, em homenagem ao 25 de Abril e a esta importante comemoração nacional.
Para que tudo termine da melhor forma, o público conta ainda com uma “after show dance party”, em que a palavra de ordem é dançar e reviver a melhor música dos anos 70, 80 e 90, reunindo assim todos os ingredientes para duas noites bem passadas, num verdadeiro programa de diversão noturna.
Um dia extraordinário para Portugal que será revisitado nestas noites inesquecíveis!