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terça-feira, 27 de junho de 2017

Comunidade chinesa em Portugal apoia vitimas de incêndio em Pedrógão Grande

 Na sequência do trágico incêndio de Pedrógão Grande, a comunidade chinesa residente em Portugal organizou uma campanha de angariação de dinheiro e bens, que já ultrapassou os 156 mil euros, em prol das vítimas e dos bombeiros portugueses. Choi Man Hin, Presidente da Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa foi o mentor desta iniciativa solidária que está, ainda, a decorrer, tendo apoiado, através da associação que preside e de outras entidades, com mais de 70 mil euros do valor total dos donativos da comunidade chinesa.

Em encontro realizado, na passada Sexta-Feira, na Câmara Municipal de Pedrógão Grande, Choi Man Hin teve a oportunidade de manifestar o seu “profundo pesar” ao autarca Valdemar Alves, entregando-lhe, na ocasião, 25 mil euros. O restante valor dos donativos será entregue, assim, que terminar esta campanha de solidariedade.

O relevante gesto solidário da comunidade chinesa em Portugal contou com os importantes apoios da Associação de Comerciantes e Industriais Luso-Chinesa, de grupos de investidores e de comércio situados nos mais diversos locais do País, da Igreja Evangélica Portuguesa, da União Budista Portuguesa, e de centenas de investidores chineses detentores de Vistos Gold que se encontram a viver em Portugal.

Inserida na sociedade portuguesa e com um importante contributo no seu desenvolvimento económico e social, a comunidade chinesa revelou, desde a primeira hora, uma expressiva solidariedade, unindo esforços para angariar donativos que serão entregues, através dos canais oficiais, para ajudar os bombeiros, os familiares das vítimas e os desalojados pelo incêndio.

Nascido em Macau, Choi Man Hin reside em Portugal, há 33 anos, tendo uma sólida amizade e profundo conhecimento do País. Por isso mesmo, ao constatar a dimensão da tragédia de assolou Pedrógão Grande, não ficou indiferente e decidiu mobilizar esta solidariedade da comunidade chinesa.


“O povo português é muito afável e sempre recebeu bem os estrangeiros. Por isso, esta é uma forma da comunidade chinesa retribuir a simpatia e o apoio que tem recebido ao longo dos anos”, referiu Choi Man Hin.


Recorde-se que o incêndio de Pedrógão Grande foi o mais devastador que ocorreu em Portugal, tendo provocado 64 vítimas mortais. Em mais de 50 mil hectares de área ardida, foram destruídas inúmeras empresas, deixando mais de 200 pessoas no
 desemprego.


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Hoje e amanhã, dias 9 e 10 de janeiro, na RTP1 e na Antena1 HOMENAGEM A MÁRIO SOARES


Hoje, dia 9 de janeiro, o Prós e Contras enquadra o tempo e a vida de Mário Soares, pelo que irá contar com a presença de: Marques Mendes, Clara Ferreira Alves, Francisco Louçã e António Sampaio da Nóvoa. Um programa para acompanhar às 22h00 de hoje na RTP1. 

A Antena1 presta homenagem a Mário Soares dedicando uma emissão especial, que começou hoje e se prolonga durante o dia de amanhã, 10 de janeiro, onde serão ouvidas apenas canções (e músicos) de alguma maneira relacionadas com Mário Soares.

Vamos poder ouvir as canções mais antigas que remetem para a Europa ou as produzidas por músicos com quem ele se cruzou ao longo da vida; canções que refletem determinada modernidade portuguesa de que ele foi agente ativo; canções francesas que evocam o tempo em que viveu em Paris e textos literários musicados (de por exemplo Manuel Alegre e Júlio Pomar).


Alterações de programação

Em virtude da transmissão das Cerimónias Fúnebres do antigo Presidente da República, Dr. Mário Soares, a programação da RTP1 irá sofrer alterações durante o dia de amanhã. O Jornal da Tarde será transmitido às 12h00 e a partir das 13h00 poderá acompanhar as Cerimónias em direto do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

A MAIS ANTIGA DESTILARIA AMERICANA CELEBRA 150 ANOS


Várias caras conhecidas vestiram-se a rigor para brindar à Jack Daniel’s ao verdadeiro estilo do Tennessee




Para comemorar o 150º aniversário da mais antiga destilaria registada na América, a Jack Daniel’s juntou vários amigos e fãs da marca para uma festa que recriou o espírito Old Nº7. Foram várias as caras conhecidas que também se juntaram a esta celebração num local que reproduziu o imaginário de Lynchburg e da própria Jack Daniel’s, onde não faltou música ao vivo, barbecue americano e outras surpresas. Aos Nirvana Studios, José Fidalgo, António Pedro Cerdeira, Inês Gonçalves, Quimbé, Helena Costa, entre muitos outros convidados, chegaram de mota para se juntar à festa onde também atuaram os Sereaming Sheep. 


Os 150 anos

Em 1866, Jasper ‘Jack’ Daniel decide criar uma destilaria num poço de água natural, em Lynchburg, Tennessee. É assim que começa a história do whiskey que é, hoje, um ícone global – Jack Daniel’s Tennessee Whiskey. Uma história que dura há 150 anos, que continua a somar apreciadores por todo o mundo e que se reflete no sucesso da marca até aos dias de hoje.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"Pelo S. Martinho vai à adega e prova o vinho"... por Maria Alexandrina Reto

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A sabedoria popular diz que: “No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho”. Este provérbio dá-nos a informação de que o vinho novo se pode beber a partir do dia 11 de Novembro.. 
Mal acabam as tarefas dos vinhos começam as tarefas das vinhas ,inicia-se um novo ciclo.

Só com uma boa cepa se faz um bom vinho. Para isso a parte é importante é o plantio da vinha, a escolha acertada da casta, que terá de ser escolhida em concordância com o clima e a qualidade do solo.. Levará um certo tempo ( pelo menos três anos) para que os cachos rebentem e nos dêem as saborosas uvas, que são tão gostosas de se comer, como especiais para fabricar vinho. Quem não comeu uma uva tinta Santarém ? Em finais de Setembro e durante todo o mês de Outubro é o período em que se fazem as vindimas na nossa região .A vindima inicia-se quando o estado de maturação da uva o permita.

Durante a vindima as uvas são transportadas para as adegas e aí transformadas.. A pele da uva tinta é rica em tanino e os pigmentos são utilizados na fermentação para criar uma boa cor, o mosto ferve e liberta gases nocivos à saúde das pessoas ,por isso, tem que haver muito cuidado em arejar os espaços, ao tirar as curtimentas. Os vinhos brancos não passam por este processo.

O vinho é feito a partir da obtenção do mosto da uva , mais ou menos ,um quilo de uvas dará sete decilitros e meio de vinho. Os vinhos terão o seu estágio até que os enólogos achem que eles possuem as características necessárias para engarrafar ou engarrafonar, e, depois de um estágio seguirá para o comércio. Nos últimos anos houve uma inovação de ideias e apostou-se mais na qualidade, do que na quantidade, será só esse o futuro.

A poda das vinhas, (cortar as vides desnecessárias )é feita quando a videira se enciontra toda despida e segue-se a empa que consiste em dobrar a vide e atá-la para evitar o desenvolvimento das parras em sítios não próprios, ajudando a frutificação.

Noutros tempos as vindimas eram feitas manualmente por “ranchos” de pessoas , e transportadas para os lagares e aí eram esmagadas pelos pés de um grupo de homens, que de braço dado mantinham uma cadência, geralmente, movida por uma cantilena ritmada e dolente.

Os vitivinicultores de hoje são as grandes quintas, o pequeno viticultor ou vende as uvas, ou entrega as nas Adegas Cooperativas.

Na véspera de S. Martinho era tradição na nossa região o magusto, comiam-se castanhas assadas e bebia-se água-pé ou o vinho novo. Dizia-se que as bebedeiras deste dia eram para os amadores. Lembro-me muito bem quando em todas as noites de 10 de Novembro, nas casas do Sobral,se juntavam os amigos para festejar o S. Martinho.

"Pelo S. Martinho vai à adega e prova o vinho" outros tempo em que tudo era feito manualmente e as máquinas não tinham invadido nossas vidas.Só espero que no futuro, nos campos do Oeste, o verde dos vinhedos voltem a animar a paisagem.

texto:  Maria Alexandrina Reto

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Assim se viveu no Sobral sobre uma ditadura “presidencial”"... história contada por Maria Alexandrina Reto

foto: arquivo C.M. Sobral. M. Agraço


Estávamos no ano de 1942 e, numa noite muito quente de Julho, houve cinema na Praça Dr. Eugénio Dias, projectado na parede do Solar dos Condes de Sobral. O Teatro Eduardo Costa estava fechado por degradação e o Cine-Teatro era só um projecto.

A nossa praça nessa época tinha como plantas ornamentais árvores de frutos, ameixoeiras; os frutos quando estavam maduros eram apanhados e distribuídos pelas escolas, mas muitos eram desperdiçados porque caíam de maduros. Acabou o filme e cada um regressou às suas casas tranquilamente, mas a noite não foi tranquila porque alguém se lembrou de surripiar as ameixas. 

Na manhã seguinte, a vila foi acordada por um grande burburinho: todos os homens que tinham estado na Praça na noite anterior foram notificados para irem à Câmara(Paços do Concelho) prestar declarações e muitos foram presos, principalmente aqueles que faziam oposição ao Administrador do Concelho.Toda a Vila viveu um pesadelo, com os seus homens ameaçados, presos e multados. Conforme iam sendo interrogados todos se disseram inocentes, mas não lhes valeu de nada, ou pagavam a multa ou continuariam presos… e assim a pouco e pouco todos foram pagando a multa. Só permaneceu preso o Afonso Flor, o maior adversário da política de Zeferino da Silva, negando-se terminantemente a pagar a multa… Por que teria de o fazer se não tinha tocado nas ameixas?

As irmãs preocupadas com a sua saúde, temendo pelo irmão, por ele ser doente e a cadeia não oferecer condições de higiene e ser muito húmida, foram à socapa pagar a multa. Ao fim de cinco ou seis dias lá saiu ele, mas pensando que os tinha convencido da sua inocência! … Só muito mais tarde soube que lhe tinham pago a multa.

Este assunto foi falado anos e anos a fio, as pessoas sempre indignadas, e claro que era o Administrador do concelho o alvo das críticas, mas esta era também a sua táctica: não foi esta a primeira nem a última perseguição, ele trazia as pessoas controladas pelo seu poder. Os habitantes da vila davam largas à sua imaginação a pensar quem realmente teria apanhado a fruta… Se alguém sabia nunca o tornou público, com medo de represálias.

Sessenta anos depois, estava eu no meu trabalho e entrou um cliente para comprar vinho: era um sobralense que já não vive no Sobral há muitos anos e que naturalmente me cumprimentou. E como conversa puxa conversa, veio à baila a acção do Senhor Zeferino da Silva, o dito Administrador do Concelho,por ser tão ditador e não respeitar os seus munícipes. “Ainda não serias nascida, mas deves-te lembrar de ouvir falar do caso das ameixas” - disse-me ele. Sim, lembrava-me perfeitamente de ouvir falar, mas nunca se soube quem as teria “roubado”. Este roubado está entre aspas porque nunca foi considerado um roubo, só a maldade dos homens o considerou: as ameixas estavam num espaço aberto, seriam da população, e ainda por cima a maior quantidade caía no chão de madura. Contou-me então esse Sobralense que ele e mais uns outros, na altura garotos de treze e catorze anos, se lembraram de apanhar as ameixas nessa noite. Fiquei estupefacta… foram precisos tantos anos para que eu soubesse o que realmente se tinha passado e penso que muita gente, inclusivamente os da minha família, morreram sem saber a verdade dos factos.

Lembrei-me então da fábula do lobo e do cordeiro, em que o lobo acusou o cordeiro de lhe turvar a água. Como podia ser, se o lobo é que estava mais perto da nascente, disse o lobo: “Se não foste tu foi o teu pai!” E assim o lobo teve justificação para cometer a carnificina, e comer o pobre do cordeiro. No Sobral passou-se o mesmo: os pobres inocentes cordeiros sofreram com a prepotência de um homem, culpando-os e multando-os por um acto que até poderia ter algo de grotesco, e de que se fez uma tragédia.

Este Senhor fez durante muitos anos o papel de lobo e tinha a seu lado “carneiros” dispostos a acusar os pobres dos cordeiros. Assim se viveu no Sobral sobre uma ditadura “presidencial”

Texto:  Maria Alexandrina Reto

domingo, 30 de outubro de 2016

A Feira anual do Dia de todos os Santos em Almargem, Seramena, Sobral de Monte Agraço vista pelos olhos de Maria Alexandrina Reto

Texto: Maria Alexandrina Reto
foto: site da C.M. Sobral M. Agraço

A Feira dos Santos da minha infância era uma feira de grande dimensão, tanto no número de feirantes como no de visitantes: a estrada do Sobral até Almargem ficava todo o dia repleta de gente e de animais. Uns que iam, outros que vinham…Os lavradores abastados usavam a sua junta de bois para o seu trabalho agrícola e, quando achavam que eles já não eram necessários, ou porque já estavam velhos, ou porque já não davam o rendimento esperado, e também porque nessa altura já tinha acabado a campanha para que estavam destinados, aproveitavam para negociar a venda dos bois na Feira dos Santos. Alguns voltavam para a casa do dono, por não terem tido comprador…

Os bois vinham todos enfeitados de fitas vermelhas, verdes e brancas, presas de chifre a chifre, e caíam de cada lado da cabeça. O abegão trazia-os à mão, puxados pelas rédeas: o homem, com o seu barrete no alto da cabeça, com uma mão segurava as rédeas e com a outra segurava o aguilhão que lhe descansava no ombro. De vez em quando “aconchegava” o aguilhão no lombo dos animais. A estrada alcatroada fazia com que os cascos dos bois escorregassem e, como normalmente vinham aos pares dificultando ainda mais a deslocação, chegavam a cair de joelhos. E assim era todos os anos, a história repetia-se, era uma grande feira de gado. Vinham compradores de muito longe, muitos negociantes. Com saudade recordo o meu avô, com o seu barrete preto e o cigarrito ao canto da boca, a puxar a junta de bois do patrão; vinha de S. Domingos de Carmões até Almargem, a pé, conduzindo-os. O patrão vinha mais tarde na sua charrete. Mas não eram só bois que se vendiam na Feira, também se vendiam cavalos e burros, porcos, cabras, ovelhas…Os regatões aproveitavam para vender a criação e os ovos.

A atração mais popular da Feira eram as barracas de comida, onde se comia a bela da fritada. As cozinheiras eram especializadas neste tipo de comida, por ser uma tradição; e talvez também pela liberdade de se comer sem preconceitos, sabia tão bem… Ainda hoje em muitos lares da Vila e dos lugares limítrofes se come, no dia 1 de Novembro, a fritada de carne de porco. A água-pé nova era provada sempre na Feira e acompanhava a comida. Muitos, quando regressavam da feira, já não vinham “sozinhos”!...

Os frutos de inverno, nozes e castanhas, eram vendidos em grandes quantidades. Os sapateiros expunham o seu calçado e os mercadores de fatos prontos a vestir (já os havia nessa altura, mas só nas feiras ou mercados e era produto de qualidade inferior), tinham-nos expostos em cabides, assim como as samarras e as capas alentejanas. A roupa interior de homem, os barretes, chapéus e bonés também eram comercializados. Como tinham acabado as vindimas, e o trabalho de lagar ou estava quase pronto ou já pronto, o povo sempre tinha mais algum dinheirito… Os pais aproveitavam para comprar calçado e roupa para os filhos.

Em campo aberto viam-se os cântaros, alguidares e outros artigos em barro, até miniaturas. Os brinquedos à venda eram em madeira ou folha, os únicos que havia na época. Os ouvires expunham os seus ouros em expositores de veludo e presos com alfinetes à lona das barracas… Outros tempos! Lembro-me muito bem do Sr. Batista, um ourives ambulante, que vinha frequentemente à Feira.

O movimento começava de madrugada e acabava já noite escura

A pouco e pouco foi rareando o gado, as máquinas substituíram os animais, as pessoas começaram a utilizar outros meio de transporte. Os automóveis invadiam a Feira; já na década de sessenta, os autocarros andavam em constante movimento a transportar as pessoas de e para a Feira, e por vezes era mais rápido ir a pé do que de transporte motorizado. Continuou ainda por muitos anos a ser uma feira muito visitada.Hoje é bem diferente, embora se mantenham ainda algumas das características da feira da minha infância. Os vendedores e compradores de hoje é que já não têm nada que ver com aqueles que eu então via, e que faziam da Feira… uma verdadeira feira. 

Embora a feira tenha um cariz diferente é interessante que ela se mantenha.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Comemoração do Dia Nacional das Linhas de Torres

O Dia Nacional das Linhas de Torres foi criado a 17 de outubro de 2014 pela Assembleia da República que deliberou, por unanimidade, instituir o dia 20 de outubro como o Dia Nacional das Linhas de Torres, numa justa homenagem à memória e resistência do povo português aliada à estratégia e engenharia militar. 

Ao espírito de sacrifício de todos aqueles que lutaram contra o invasor fosse integrando o exército aliado, construindo as fortificações ou abandonando as suas casas e destruindo os seus bens, privando o exército invasor de se alimentar no terreno, mas, também, pondo em causa a subsistência dos compatriotas e o futuro do país.

Neste dia podemos contar com desfile pelas ruas do Sobral de Monte Agraço, algumas intervenções alusivas com leitura de textos relacionados com a III Invasão Francesa e assistir a uma contradança da época pela Guerrilha de Montagraço e, claro discurso do sr. Presidente da Câmara, José Alberto Quintino.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Herdade da Barrosinha ensina a arte de vindimar





Setembro é mês de vindimas

Herdade da Barrosinha ensina a arte de vindimar



A Herdade da Barrosinha, em Alcácer do Sal, vai abrir portas a todos os clientes para uma jornada de vindimas no sábado, 17 de setembro. O programa começa pelas 9 horas da manhã e vai permitir a todos os clientes aprenderem a arte milenar da vindima.

Uma arte que a Herdade da Barrosinha quer partilhar com os seus clientes e que inclui ainda uma visita à adega, uma prova de vinhos na taberna e um almoço típico no restaurante do hotel. A adega da herdade produz vinho tinto, branco e rosé, comercializado sob a marca Herdade da Barrosinha.

Esta iniciativa permite aos clientes uma experiência única de participarem diretamente na vindima, acompanhando a colheita manual de trabalhadores com trajes tradicionais e o contraste com as modernas máquinas de vindimar. O preço é de 25 euros por adulto e de 15 euros para crianças até aos 18 anos, sendo que para quem quiser pernoitar no hotel, o valor de um quarto duplo fica a 50 euros.


Reservas através dos contactos 265623142 / 967901710 / 912448385 ou do e-mail geral@herdadedabarrosinha.pt.

sábado, 10 de outubro de 2015

ESTE DOMINGO, Dia 11 de Outubro, na Avenida da Liberdade, decorrerá o evento "200 CLÁSSICOS NA AVENIDA DA LIBERDADE".

Inserido nas comemorações dos 145 anos da UACS - União de Associações de Comércio e Serviços, que tutela o evento, e juntamente com o CAACA - Clube de Automóveis Antigos da Costa Azul, leva-se a cabo maior exposição de automóveis clássicos da cidade de Lisboa com membros do respectivo clube.



O evento conta com três momentos:

10h30 - Partida: concentração dos clássicos no Palácio da Justiça e percurso desde a Rua Marquês de Fronteira, Avenida António Augusto de Aguiar, Avenida Fontes Pereira de Melo, Rotunda do Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade

11h - Exposição: Avenida da Liberdade

17h - Desfile de encerramento: percurso Avenida da Liberdade, Praça dos Restauradores, Rossio e inversão de marcha até à Rotunda do Marquês de Pombal


Das duas centenas de clássicos presentes nesta exposição destaque para um Ford T de 1910 e outro de 1915 que constituem os dois veículos mais antigos da exposição e, também, para um Cadillac e um Packard de 1954 que pertenceram à Presidência da República. Outros exemplares de destaque: Alldays and Onions (1911), Fiat (1922), Chevrolet (1925), Hupmobile (1928), Buick (1929), Packard (1938), Rolls Royce (1938), Bentley (1950) e Cadillac (1954).

Marco Paiva, Vice-Presidente do CAACA, salienta: “Com esta iniciativa pretendemos fazer a grande festa do automóvel clássico em Portugal. Levar até aos públicos um “museu vivo” onde todos podem ver, fotografar, recordar e estar em contacto com estas relíquias de outros tempos. A escolha do local da exposição prende-se com o nosso intuito de fazer, por um dia, o verdadeiro significado de <Passeio na Avenida>, no qual as pessoas circulam livremente e convivem. Por último, contribuir com esta iniciativa para a pluridade de oferta cultural no coração da cidade, promovendo e captando o turismo na cidade de Lisboa, bem como incentivar ao comércio da mesma.”

terça-feira, 28 de abril de 2015

Noite revivalista no Casino Estoril com “ECLIPS – Remember Pink Floyd”

Num enquadramento revivalista, os “ECLIPS – Remember Pink Floyd” estreiam-se, no próximo dia 30 de Abril, pelas 22h15, no Lounge D para recriar os grandes êxitos da famosa banda inglesa. Trata-se de uma noite a não perder no Casino Estoril que presta, assim, uma merecida homenagem aos incontornáveis Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright. A entrada é livre.

“Shine On You Crazy Diamond”, “Wish You Were Here”, “Another Brick in The Wall”, “Comfortably Numb”, “Time”, “Money” ou “Eclipse” são, apenas, alguns dos êxitos que estarão em destaque no Lounge D do Casino Estoril.

A banda “ECLIPS – Remember Pink Floyd” é composta por nove experientes músicos, que participaram, ao longo dos anos, em diferentes projectos musicais inspirando-se, por exemplo, no Rock, Jazz, Blues e Swing. 

Em Setembro de 2009, decidiram apostar num novo projecto, tendo como objectivo primordial homenagear os Pink Floyd, banda de Rock-Alternativo mundialmente conhecida, que durante cerca de três décadas marcou gerações, sendo, ainda, uma forte referência nos dias de hoje.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Biblioteca de São Lázaro... A Biblioteca pública mais antiga de Lisboa...

 A Biblioteca pública mais antiga de Lisboa criada em 1883, mais tarde designada por Biblioteca Municipal de São Lázaro está instalada num edifício de arquitetura neoclássica erudita, preservando ainda, na sala de leitura principal, o mobiliário original, no qual se destacam a disposição hexagonal da sala, o mezanino, e detém coleções únicas no país no âmbito da literatura infantil.


Podemos afirmar hoje que detém um espólio de mais de 21 mil livros, incluindo 5200 títulos em língua portuguesa, espanhola e francesa, publicados nos séculos XVII e XX, sobre a História de Portugal, os Descobrimentos, a expansão e colonização portuguesa, espanhola e francesa.

De destacar, também, a coleção "Memórias de outras infâncias", que inclui cerca de seis mil títulos infantis e juvenis editados em Portugal entre 1883 e 1979.


Foi renovada e abriu as suas portas em Novembro de 1993. Tem espaços arejados onde articulam a palavra escrita, a palavra falada e a imagem. 

O utilizador tem ao seu dispor, para lá dos livros (cerca de 15.000 vol.), novos suportes documentais que vão do jornal ao CD e ao vídeo. A Biblioteca de São Lázaro tem assim as suas portas abertas a públicos de diferentes faixas etárias, de diferentes graus de ensino, com interesses distintos.

E num espaço onde se respira tanta cultura e história como nesta grandiosa sala de leitura, porque não juntar um pouco de moda e glamour a todo este ambiente que o espaço nos proporciona?

Pois bem. Com toda a disponibilidade e carinho com que nos receberam nesta biblioteca, podémos fazer de maneira a responder à pergunta como poderão ver de seguida...



















Agradecimentos: Biblioteca de São Làzaro na pessoa de Rui Faustino e Joaquina Pereira

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

NESQUIK® celebra 50 anos em Portugal com Nutrição, Sabor e Diversão


NESQUIK®, a bebida achocolatada para crianças preferida dos portugueses, comemora 50 anos em Portugal.





NESQUIK® surgiu nos EUA em 1948 com o nome Nestlé Quik, sendo o primeiro produto no seu segmento em todo o mundo. A escolha do nome decorre do significado da palavra “quick” - “rápido, veloz”, sugerindo a forma instantânea de preparação do produto quando misturado com o leite. Dado o seu enorme sucesso, em meados dos anos 50, o produto foi introduzido no mercado europeu com o nome NESQUIK®. Em Portugal chegou há 50 anos, em 1964.




Na década de 70, NESQUIK® ganhou uma enorme popularidade em virtude do simpático e divertido coelhinho castanho com um enorme colar azul com a letra Q, o QUICKY (1973), que tornou o ato de beber leite mais divertido e único para as crianças e se transformou na mascote da marca, conquistando milhares de crianças pelo mundo fora.













Em Portugal, em 1983, a mascote era um saltitante canguru, batizado de Cangurik, acompanhado pela música cantada por Suzy Paula - http://bit.ly/1rLgVFH. Em 1984, foi o rosto da campanha para a preservação da floresta e paralelamente foi lançado um single com música de Carlos Paião e interpretada por Joel Branco -http://bit.ly/1CG6AOD.



































Em 1989, a Nestlé decidiu que, em prol do desenvolvimento mundial da marca, seria necessária uma abordagem uniforme e consistente e que, como tal, todos os mercados deveriam adotar a mesma personagem. Nos EUA, a mudança ocorreu em 1999, quando o personagem passou a chamar-se NESQUIK BUNNY. A letra Q do colar azul foi assim substituída por um N e o Quicky passou a vestir uma camisola amarela. Esta mascote chegou a Portugal em 1991.

Entre 1986 e 2008, em Portugal foi criado o Clube NESQUIK®, o “Verdadeiro Clube das Crianças”, o jornalinho, a operação Quicky responde, a lojinha do Quicky e a grande Promoção NESQUIK® e horários escolares, que marcaram a infância de muitas crianças.



Em 1986, surgiu o NESQUIK® pronto para beber (Ready-To-Drink), uma deliciosa opção de sabor para levar para a escola e beber ao lanche, aumentado o consumo da marca nos anos seguintes.



No ano de 2004, a fórmula do produto foi totalmente reformulada (PLUS) e fortificada com a adição de cálcio, vitamina C e outros minerais essenciais para um crescimento forte e saudável. Com isso, a marca reafirmou o seu compromisso de oferecer uma alimentação saudável e essencial para o desenvolvimento das crianças.



Em 2004, esteve no ar o programa “Missão segurança”, uma série de desenhos animados dedicada à prevenção rodoviária infantil, emitido diariamente antes do Jornal da Noite, na SIC. As estrelas da “Missão Segurança” foram o Brisinha, o Quicky e o Beetle, que representavam as mascotes da Brisa, NESQUIK® e Volkswagen, respectivamente. O conceito da “Missão Segurança” assentou na máxima “O bom peão é o bom condutor; o bom condutor é o bom peão”, como forma de promoção da segurança rodoviária.






Além do achocolatado e NESQUIK® pronto a beber, ao longo dos anos, a marca tem vindo alargar a sua gama de produtos. Em 1993, lançou os Cereais NESQUIK®, uma combinação de arroz, milho e achocolatado em pó, fabricado em Portugal. Em 1998, lançou as tabeletes bombons NESQUIK®. Em 2001, inovou com as barras de cereais NESQUIK®. Em 2002, criou o NESQUIK® líquido. Em 2005, lançou oNESQUIK® Júnior, o único achocolatado com cereais adaptado a crianças a partir dos 2 anos. E em 2010, voltou a inovar com o Nescafé Dolce Gusto NESQUIK®, cápsula para ser utilizada nas máquinas de bebidas rápidas para uso doméstico com o famoso e delicioso sabor do achocolatado.





Em 2014, NESQUIK® lançou a nova receita Opti-StartTM que complementa os benefícios do leite adicionando o sabor irresistível do NESQUIK® mas também uma seleção exclusiva de vitaminas e minerais importantes para o corpo e a mente.



segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Uma passagem pelo Farol de Vila Real de Santo António





                                                                  (fotos de Paulo Ribeiro)



      



Localizando-se a sul de Vila Real de Santo António, junto à margem direita do rio Guadiana, este Farol constava já no designado Plano Geral de Alumiamento e Balizagem da Costa Marítima Portuguesa de 1866, da autoria do Capitão – de – fragata  Francisco Maria Pereira da Silva, inspetor geral dos faróis, como Farol de 2ª ordem. Foram os engenheiros D. Ricardo Peyroteu e Domingos Tasso de Figueiredo que, em 1884, determinaram a altura do ponto luminoso sobre o terreno. Após vários estudos para a construção do Farol, prevaleceu o projeto de engenheiro José Joaquim Peres, o qual empregava cimento armado, tornando a construção mais leve e as fundações mais baratas. A autorização para a sua construção pelo Ministério da Marinha, foi dada em 1916 e em 20 de Janeiro de 1923 começou a funcionar.


  




                                                          Diversas fases da construção do Farol de Vila Real de Santo António 





A torre, circular com 46 metros de altura e 52 metros de altitude, em cimento armado, de cor branca e com listas horizontais escuras; no inicio a luz de relâmpagos brancos, era obtida por incandescência do vapor de petróleo e tinha um alcance de 33 milhas. Em 1927 é eletrificado com motores geradores e em 1947 é ligado à rede pública de eletricidade, a máquina de relojoaria que até ai suportava o movimento ótico do aparelho, foi substituída por motores elétricos e a lâmpada por uma de 120 V/3000 W.




                                                                           Aspeto do Farol de Vila Real de Santo António
                                                                                               em meado dos anos 20

                                                                                                                                                                                         
                    

            Sistema de iluminação por incandescência do vapor de petróleo, idêntico ao original utilizado no Farol de Vila Real de Santo António



                                                        Mecanismo de relojoaria que suportava o movimento do aparelho ótico,
                                                           idêntico ao original utilizado no Farol de Vila Real de Santo António
                                                                             


Foram mais tarde instalados vários sistemas de alarmes e um radiofarol em 1950. Em 1960, os dínamos foram substituídos por alternadores e foi instalado um elevador de acesso à torre.
                                                      


                                                  Aspeto do Farol de Vila Real de Santo António em postal de meado dos anos 70
 
 
           
                                    
                                                Lâmpadas e aparelhos de medida utilizados ao longo de décadas
                                                                        no Farol de Vila Real de Santo António (fotos de Paulo Ribeiro)

                                                                                                 
Já em meados de 1983 a lâmpada é de novo substituída por uma de 120 V/ 1000 W, com um alcance luminoso de 26 milhas náuticas. No ano de 1989, o Farol é automatizado dispondo de todos os mecanismos necessários para colmatar qualquer falha nos sistemas principais, estando portanto desprovido de faroleiros nos dias de hoje. Em 2001 foram extintos todos os radiofaróis por deixarem de ter interesse para a navegação. Dispõem também este Farol de dois pisos outrora para habitação dos faroleiros, depósito de material e outros afins. Ainda hoje possui o equipamento ótico lenticular Fresnel de 3ª ordem, grande modelo com 500 mm de distância focal de rotação original, dando relâmpagos de luz branca. O alcance luminoso é de 33 milhas, sendo visível em todo o horizonte marítimo.
E numa passagem pelo Algarve, é um monumento que vale a pena visitar, não só pela sua arquitetura como pelas magnificas vistas que do alto da sua torre se podem vislumbrar.



                                              Aspeto do Farol de Vila Real de Santo António na atualidade (foto de Paulo Ribeiro)



                                  Aspeto do casario anexo do Farol de Vila Real de santo António na atualidade (foto de Paulo Ribeiro)



                                     Aparelho ótico lenticular Fresnel do Farol de Vila Real de Santo António ( foto de Paulo Ribeiro)




                                      

 
                                                 
                                Vistas obtidas a partir do Farol de Vila Real de Santo António
                                                  na atualidade (fotos de Paulo Ribeiro)                                                                               





Texto:
Paulo J. A. Nogueira